Magistério
Greve é reação ao deboche e às ameaças de Yeda, diz Bohn Gass

Bohn Gass reafirma a CPERS seu compromisso com a educação
Foto: Marco Couto
O vice-líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass assinou, nesta terça-feira (18/11), a carta-compromisso que o CPERS apresentou aos parlamentares pedindo que se comprometam em não votar, até o final deste ano, qualquer projeto que prejudique os funcionários públicos. A carta foi mais uma forma encontrada pelo CPERS para pressionar a governadora Yeda a retirar do Legislativo o projeto de lei que transforma em teto o valor de R$ 950,00 que deveria ser (segundo lei federal aprovada pelo governo Lula) o piso mínimo salarial dos professores em todo o país. Na última quinta-feira, 13 de março, cerca de 10 mil professores reunidos no Gigantinho, pelo mesmo motivo – a retirada do projeto – decidiram entrar em greve.
"O piso mínimo nacional é uma reivindicação histórica dos professores que foi atendida pelo governo Lula. Mas o projeto que Yeda mandou para a Assembléia, quer destruir esta conquista. A governadora pretende transformar em teto o que, pela lei federal, deve ser o básico da carreira do magistério. A greve é, portanto, muito justa", diz Bohn Gass.
A direção do CPERS e o comando de greve passaram a manhã inteira no Plenarinho da Assembléia recebendo os deputados que quisessem assinar a carta-compromisso. Na bancada do PT, a adesão foi total. O movimento também recebeu apoios das lideranças do PCdoB e do PSB e ainda comemorou o anúncio oficial do governo, feito na noite de segunda-feira, da retirada do caráter de urgência para a votação do projeto do piso. "Este recuo do governo é a primeira conquista da greve. Sem a urgência, o projeto terá que ser discutido nas comissões temáticas e isso, embora não garanta, indica que ele não poderá mais ser votado este ano," analisa Bohn Gass.
VITÓRIAS, DEBOCHE E AMEAÇAS - A segunda vitória dos professores veio minutos depois, na reunião de líderes, quando ficou pactuado que o projeto não seria votado este ano e nem durante o recesso parlamentar que vai do final de dezembro ao início de fevereiro. "É uma segunda conquista, mas ainda não é uma garantia. Se não for retirado pelo governo, este projeto segue como uma espada apontada contra a cabeça dos trabalhadores da educação", alerta Bohn Gass.
O parlamentar petista chama a atenção, ainda, para o fato de que na justificativa do projeto do piso, Yeda confessa que pretende fazer alterações no Plano de Carreira do Magistério. "Os professores vão reagir, e com razão, a qualquer alteração nesta que é outra conquista importante da categoria, o Plano de Carreira. Isto tudo num ano em que a própria governadora recebeu um reajuste de 143%, concedeu 89% de aumento para o primeiro escalão e ainda está pretendendo aprovar mais uma gratificação de mais de R$ 6 mil para os secretários. A opção pela greve indica, então, que os professores não aceitam este deboche do governo. Por isso estou com eles," finaliza Bohn Gass.
