Giruá
Bohn Gass propõe audiência pública para discutir descentralização de projetos de geração de energia eólica
Para garantir que projetos de geração de energia eólica no RS contemplem as diversas regiões que têm este potencial, o deputado estadual Elvino Bohn Gass (PT) conversou com o coordenador da Subcomissão Mista de Energia Eólica do Legislativo, deputado Alberto Oliveira, na quarta-feira (18/06). O petista observou que, além do litoral norte, Campos de Cima da Serra e Sudoeste gaúcho, onde as ações do governo tendem a ser concentradas, há outras regiões capacitadas à geração de energia eólica. "Muitos não sabem mas, em Giruá, na região das Missões, temos um ótimo potencial eólico. É preciso considerar todas as possibilidades porque a descentralização dos projetos pode levar emprego, renda e desenvolvimento para mais localidades no RS", ressaltou o deputado.
Para discutir o tema da descentralização, Bohn Gass propôs a Oliveira a realização de uma audiência pública no município de Giruá. "O debate é a oportunidade de discutirmos o caso específico da região Missões, de dialogarmos com os setores representativos locais em torno da construção de um marco regulatório nacional para a energia eólica e também para unirmos esforços para que o RS se torne um polo gerador deste tipo de energia", finalizou.
Atualmente, o Estado responde pela produção de 75% da energia eólica do país e tem o melhor "atlas eólico" do Brasil. "Há muito o que prosperar neste sentido. A organização das nossas ações e o aproveitamento inteligente das potencialidades das nossas regiões pode fazer a diferença", finalizou Bohn Gass.
A data e o local para a audiência pública em Giruá serão definidos na próxima semana.
PROPOSTAS – Bohn Gass encaminhou ainda ao coordenador um documento com questões a serem trabalhadas na Subcomissão. Na proposta, entidades ligadas ao Fórum Energias Sustentáveis Missões/Fronteira Noroeste, entre outras ações, sugerem a realização de um levantamento dos projetos do RS que possuem licenciamento ambiental e que, portanto, estão ou estariam aptos a participarem de possíveis leilões de energia eólica; e a organização de encontros e seminários que envolvam instituições de pesquisa do estado e as empresas que já possuem projetos licenciados ambientalmente, visando conhecer os referidos estudos e projetos e colher as reivindicações do setor.
