Saúde

Bohn Gass diz que chegada de ambulâncias do Samu não pode servir de mote eleitoral

Os municípios de Santa Rosa, Ijuí, Santo Ângelo, Giruá, Cândido Godói, Três Passos, Tuparendi, Horizontina, Santo Cristo, Panambi, Três de Maio e Cruz Alta receberam, nas últimas semanas, ambulâncias do programa Salvar/Samu pagas com recursos federais. Para o deputado Elvino Bohn Gass, trata-se de uma pequena revolução no atendimento de saúde destes municípios "porque nos locais onde o socorro de emergência com qualidade foi implantado, houve redução no número de óbitos, no tempo de internação em hospitais e nas seqüelas decorrentes da falta de atendimento precoce". Mas Bohn Gass se diz preocupado com a utilização política que se possa fazer com a implantação do Salvar/Samu nestes tempos eleitorais. "Este é um programa federal e as ambulâncias foram totalmente pagas com recursos federais. Nas minhas andanças pela região tenho visto que a chegada das ambulâncias vem sendo contabilizada por alguns candidatos como obras suas. Não são! Somente na segunda parte do programa, ou seja, na sua manutenção, é que o Estado e os municípios vão entrar com verbas. Então, se algum prefeito ou vereador ou mesmo secretário de estado disser que trouxe ambulâncias para a cidade, está mentindo para o eleitor", alerta Bohn Gass.

O deputado disse que o anúncio de entrega das ambulâncias feito pelo governo Yeda há alguns dias em cerimônia no Palácilo Piratini, "tentou passar a impressão de que o Estado é que está se mobilizando para dotar as regiões de um atendimento de saúde de urgência, o que não corresponde aos fatos".

MANUTENÇÃO - De outra parte, Bohn Gass considera positivo que o Estado tenha aderido ao programa que é uma prioridade do governo Lula desde 2003. "O governo federal compra a ambulância e paga 50% do custo de manutenção do programa. O restante cabe aos estados (25%) e municípios (25%)" explica o parlamentar. Na prática, o Salvar/Samu é um socorro feito após chamada gratuita, feita para o telefone 192. A ligação é atendida por técnicos na Central de Regulação, que identificam a emergência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

Ao mesmo tempo, o médico regulador avalia qual o melhor procedimento para o paciente: orienta a pessoa a procurar um posto de saúde; designa uma ambulância de suporte básico de vida, com auxiliar de enfermagem e socorrista para o atendimento no local; ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma UTI móvel, com médico e enfermeiro.

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