Orçamento 2009

 Para Bohn Gass, municípios do interior são os mais prejudicados pela redução dos investimentos

Entidades protocolaram, na terça-feira (30/9), duas emendas populares para garantir a destinação no Orçamento de 2009 dos percentuais mínimos exigidos por lei na saúde e na educação. Representantes de sindicatos, federações e conselhos estaduais reivindicam a aplicação de 12% na receita líquida de impostos e transferências na saúde e 35% na educação. No total, são mais de R$ 930 milhões que estão faltando no Orçamento para a saúde e mais R$ 1,2 bilhão para a rede estadual de ensino.

O Orçamento enviado pela governadora à Assembléia Legislativa prevê apenas 5,89% para a saúde e 26,8% para a educação. Para partidos de oposição e entidades, o governo Yeda tenta mascarar a receita da saúde incluindo despesas que não são típicas da área, como o saneamento básico e o plano de saúde dos servidores estaduais.

Segundo o vice-líder da bancada petista, que apoia o movimento, deputado Elvino Bohn Gass, a redução dos investimentos no setor é sentida especialmente pelas comunidades do interior. "No município, por exemplo, o povo tem amargado a redução das consultas, de atendimentos, a falta de remédios, de exames especializados e o crescimento das filas. Para acabar com esta verdadeira tortura, Yeda deve cumprir a lei, aplicar os recursos e os municípios também", disse o deputado.

Quanto à educação, segundo o CPERS-Sindicato, o setor foi um dos mais penalizados pelos cortes promovidos pelo governo Yeda. "A região toda presenciou o estrago que foi feito por aqui. Escolas e bibliotecas fechadas, salas de aulas abarrotadas de alunos, arroxo salarial e perseguição a professores. O mínimo que se esperava é que este governo cumprisse a Constituição, investindo o percentual necessário à educação. Mas vimos que desrespeitar a Lei é pouco para quem promove o desmonte que Yeda tem promovido no RS", finalizou Bohn Gass.

As emendas serão submetidas à apreciação do relator do projeto do Orçamento, deputado Adilson Troca (PSDB), e só depois poderão ser votadas em plenário