Bohn Gass
O líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass, disse, nesta sexta-feira (5), que na resposta oficial do governo do Estado à representação dos partidos de oposição contra a servidora Walna Vilarins Meneses "o secretário Otaviano finge transparência porque não afastou a funcionária e sequer abriu uma sindicância". A representação pedia o imediato afastamento de Walna porque a asssessora de gabinete da governadora Yeda foi flagrada numa escuta telefônica da Operação Solidária, em conversas suspeitas com uma das investigadas, a empresária Neide Bernardes. No ofício que remeteu ao deputado, o secretário Otaviano informa que vai pedir a fita ao jornal que publicou a conversa e à Polícia Federal. "Das duas, uma: ou secretário desconsidera tudo o que aprendeu no curso de Direito e no exercício do Ministério Público, ou desrespeita, deliberadamente, a inteligência da sociedade gaúcha. Nem ZH e tampouco a PF vão fornecer a tal fita por motivos elementares: o sigilo de fonte garantido pela Constituição Federal e o segredo de Justiça, igualmente amparado pela legislação" afirmou o líder petista.
Para Bohn Gass, o secretário deveria chamar a funcionária e interrogá-la sobre a gravação. "Sobre o quê, efetivamente, Walna falava com Neide? Como se conheceram? Que relações mantinham ou mantém?" O petista considera que o documento enviado por Otaviano é uma "oficialização da desculpa" e avalia que a postura é incompatível com as atribuições do órgão por ele dirigido. "Este é um típico movimento de um governo que tem tudo a esconder. Cada vez me convenço mais de que a instalação da CPI da Corrupção é necessária. E urgente".