Governo Lula
Para convencer o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) da importância da inclusão da erva mate no programa federal Mais Alimentos, o líder da bancada petista, deputado estadual Elvino Bohn Gass esteve reunido com o ministro Guilherme Cassel, em Brasília, na última sexta-feira (23/10). O parlamentar saiu do encontro convencido de que o MDA fará um voto favorável à solicitação no Conselho Monetário Nacional, a quem cabe a decisão final. O petista deverá organizar uma reunião entre o delegado do Ministério no RS, Nilton Pinho de Bem e representantes de entidades ligadas ao campo, como Fetag e MPA, para debater pontos fundamentais na construção deste processo. A data do encontro, ainda não está definida.
Bohn Gass ressaltou que nas regiões gaúchas do Alto Vale do Taquari, Botucaraí, Alto Uruguai, Fronteira Noroeste, Noroeste Colonial, Missões e da Produção, a cultura da erva mate complementa a renda de milhares de famílias de agricultores. No RS, são produzidas cerca de 223 mil toneladas da folha verde, mais da metade da produção brasileira, que rende ao Estado cerca de R$ 500 milhões/ano. “A tradição do chimarrão impulsionou o cultivo da erva mate como alternativa para a agricultura familiar gaúcha. Mas os produtores não conseguem ampliar a produção sem condições diferenciadas de financiamento para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas”, explicou o deputado, para quem os prazos e juros do programa Mais Alimentos podem viabilizar investimentos desta natureza.
O parlamentar lembra que, recentemente, o programa federal foi ampliado para atender as cadeias da suinocultura, avicultura e a pecuária familiar; além do financiamento de silos, armazéns e câmaras frigoríficas. Ele destacou ainda que a produção da erva mate tem função ambiental, já que é nativa da região e está presente em meio às matas, de onde os agricultores fazem a colheita sem utilização de agroquímicos e sem a retirada do remanescente da floresta. “Estimular a produção do mate é incentivar a diversificação de culturas nas propriedades, a fixação das famílias e dos jovens no campo, com mais renda e qualidade de vida; e dar condições para que se estruture uma cadeia produtiva de grande importância para o RS”, concluiu Bohn Gass.