Saúde
Bohn Gass quer apoio do Legislativo para impedir transformação de hospitais militares em postos médicos
Pela manutenção do funcionamento de três Hospitais de Guarnição do Exército em Uruguaiana, Cruz Alta e Santo Ângelo, que serão transformados em simples Postos Médicos já em 2010, o líder da bancada petista, deputado Elvino Bohn Gass e o Sindicato de Servidores Federais (Sindiserf/RS) estão promovendo mobilizações em nível regional e estadual. O parlamentar vai encaminhar à Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo o pedido dos sindicalistas para que a questão seja discutida em audiência pública da Casa. Na segunda-feira (9/11), o Sindiserf promove reunião semelhante em Santo Ângelo.
A medida polêmica faz parte de um Plano de Revitalização do Serviço de Saúde, proposto pelas portarias de números 726/727/728 e 729, aprovadas pelo atual Comando Geral do Exército. A idéia, segundo os militares, em tempo de paz, é reduzir parcialmente o efetivo e a oferta básica de algumas especialidades de atendimento e áreas de atuações médicas, farmacêuticas e odontológicas nas Organizações Militares de Saúde do Exército. “A perda destes hospitais terá um impacto muito grande na rede de saúde da região, com o dispensa de centenas de servidores e o deslocamento de doentes. Isso é inadmissível. Posto médico não substitui hospital”, inconforma-se Bohn Gass, que deve tratar do caso pessoalmente com o presidente da Comissão de Saúde, deputado Gilmar Sossela (PDT).
Para o presidente do Sindiserf, Marizar de Melo, a expectativa é trazer para o debate na Assembléia Legislativa representantes do Ministério da Defesa, da Secretaria Estadual de Saúde e demais parlamentares da região. “É fundamental a participação de todos para convencermos o Exército da necessidade de impedir o que pode ser representar um verdadeiro desastre na saúde da região”, alertou.
Atualmente, o Hospital de Guarnição de Santo Ângelo atende a um público regional, ou seja, militares de Santa Rosa, São Luiz Gonzaga e São Miguel do Oeste (SC), totalizando cerca de mil consultas, cirurgias e internações. Em Uruguaiana, são aproximadamente 6 mil usuários, entre militares da ativa, inativos e dependentes das três forças armadas que residem no município. A estimativa dos vereadores uruguaianenses é de que a transformação do hospital represente redução de leitos hospitalares, perda de recursos mensais de cerca de R$ 1 milhão, e o aumento da demanda pelos serviços de internação da Santa Casa de Caridade local
